
Titulo: Duas irmãs, um rei
Autor: Philippa Gregory
Editora: Civilização
Edição: 3ª Edição
Duas irmãs, um rei, é um romance histórico baseado em factos reais que retrata a história das irmãs Bolena (Maria e Ana) na corte Inglesa.
Maria, a mais nova das irmãs Bolena é induzida pelo tio a seduzir o rei, Henrique VIII, para que a sua família se tornasse mais influente na corte. O seu objectivo é alcançado e Maria torna-se a amante oficial do rei. Catarina de Aragão, casada com Henrique VIII não conseguia conceber um filho do rei para que o trono fosse garantido, assim Maria Bolena engravidou e teve dois filhos do rei, Catarina e Henrique. Durante a gravidez deste último Maria necessita de se isolar para descansar e o tio ordena a Ana que seduza o rei para que durante o tempo de descanso ele não se deixe seduzir por outra mulher e os interesses dos Bolena não se conseguissem concretizar.
Ana acaba por se tornar a favorita do rei, e Maria apenas uma dama de companhia da irmã. Ao contrário de Ana, que queria apenas ter poder, tornar-se a rainha de Inglaterra, Maria amava o rei, não pela coroa mas pelo homem que a carregava. Ana conseguiu atingir o pretendido, tornando-se rainha de Inglaterra, levando o rei Henrique VIII à excomunhão pelo Papa e a criação da Igreja Anglicana.
Durante toda a obra é notória a inveja que ambas as irmãs nutrem uma pela outra e a sua relação onde o amor e o ódio andam de mãos dadas.
Autor: Philippa Gregory
Editora: Civilização
Edição: 3ª Edição
Duas irmãs, um rei, é um romance histórico baseado em factos reais que retrata a história das irmãs Bolena (Maria e Ana) na corte Inglesa.
Maria, a mais nova das irmãs Bolena é induzida pelo tio a seduzir o rei, Henrique VIII, para que a sua família se tornasse mais influente na corte. O seu objectivo é alcançado e Maria torna-se a amante oficial do rei. Catarina de Aragão, casada com Henrique VIII não conseguia conceber um filho do rei para que o trono fosse garantido, assim Maria Bolena engravidou e teve dois filhos do rei, Catarina e Henrique. Durante a gravidez deste último Maria necessita de se isolar para descansar e o tio ordena a Ana que seduza o rei para que durante o tempo de descanso ele não se deixe seduzir por outra mulher e os interesses dos Bolena não se conseguissem concretizar.
Ana acaba por se tornar a favorita do rei, e Maria apenas uma dama de companhia da irmã. Ao contrário de Ana, que queria apenas ter poder, tornar-se a rainha de Inglaterra, Maria amava o rei, não pela coroa mas pelo homem que a carregava. Ana conseguiu atingir o pretendido, tornando-se rainha de Inglaterra, levando o rei Henrique VIII à excomunhão pelo Papa e a criação da Igreja Anglicana.
Durante toda a obra é notória a inveja que ambas as irmãs nutrem uma pela outra e a sua relação onde o amor e o ódio andam de mãos dadas.
O romance apresenta diversas temáticas, as relações familiares no século XIV, a ambição do poder, o espírito da corte e as actividades dos cortesãos são as que assumem um maior relevo na história.
O percurso de Ana Bolena ao longo do romance assume-se como um ponto de reflexão sobre temas do quotidiano, como a traição, a ambição cega de atingir os nossos objectivos sem preocupação com os meios a usar e se depois de atingidos a nossa avaliação pessoal vai ser satisfatória ou teremos um sentimento de desilusão, de culpa por não termos olhado a meios para atingir os nossos objectivos.
Na minha opinião é mesmo essa a mensagem que a autora quer que captemos, se a ambição cega nos levara a verdadeira felicidade.
Este livro não se encontrava na minha ‘lista de próximas leituras’, encontrei-o na biblioteca li as primeiras páginas achei interessante e comecei a ler. No inicio não tive a percepção imediata que a história estava assente em factos verídicos da história da coroa Inglesa, depois quando tive conhecimento deste facto fiquei ainda mais empolgada com a leitura visto que adoro livros com fundo histórico e quando a historia das personagens postas em jogo no romance não é totalmente romanceada.
Após a leitura deste livro posso afirmar que e um dos melhores livro que li, contudo a minha opinião e de ‘desconfiar’ visto que romances históricos são do grupo de livros que dou especial atenção.
Durante a leitura do livro existiram várias passagens que gostei entre elas destaco a que mais me marcou:
O meu tio decidiu que todos nos devíamos comportar como se não estivéssemos derrotados. Por isso, como se nada nos tivesse corrido mal, como se os Bolena não tivessem sido destituídos, os risos, a música e os namoriscos prosseguiram nos aposentos de Ana. Já ninguém se referia a eles como os meus aposentos, apesar de em tempos me terem sido atribuídos e de terem sido mobilados para mim. Assim como a rainha se tinha tornado um fantasma, eu passara a ser uma sombra. Ana vivera e dormira comigo; mas agora era a parte essencial e eu a sombra. Era Ana quem mandava que trouxessem as cartas, Ana quem mandava trazer o vinho, e Ana quem elevava o olhar e esboçava aquele sorriso atraente e confiante, quando o rei entrava na sala.
Não havia nada que eu pudesse fazer, para alem de assumir o segundo lugar e sorrir. O rei podia dormir comigo à noite, mas o dia inteiro, era de Ana. Pela primeira vez, em todo o longo período em que fui amante dele, senti-me verdadeiramente como uma prostituta, e era a minha própria irmã quem me envergonhava.
O livro fez com que fizesse diversas reflexões acerca da ambição sem limites, Ana Bolena foi ambiciosa e não olhou a meios para atingir os seus fins. Na nossa sociedade actual este aspecto é cada vez mais notório, cada vez mais a coração da nossa sociedade e o poder e todos desafiam os seus próprios limites para o atingir.
Philipa Gregory tem uma linguagem simples o que torna o romance acessível a várias pessoas. Neste romance o narrador é também uma personagem, é Maria Bolena que narra os acontecimentos sobre o seu ponto de vista, este facto assume relevância se pensarmos que ela, que em tempos foi amante oficial do rei e que das duas irmãs Bolena ela e a menos conhecida.
O modo de escrita, a historia contida na obra são factores que contribuem para que a obra tenha capacidade de prender o leitor e criar situações inesperadas, por exemplo quando li o final do livro fiquei surpreendida estava a espera de algo completamente diferente.
Quando acabei de ler a obra estava completamente sem respiração sentia que estava dentro da história a ver tudo com os meus próprios olhos, e não só no final mas durante toda a obra foram despertados em mim sentimentos como eu estivesse lado a lado com as personagens do livro.
Aconselho a obra a todos que gostem de romances históricos e de um livro muito bem estruturado.
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